As bets foram banidas, mas o Tigrinho continua? Veja o que fazer para largar as apostas!


Você tomou a decisão difícil: excluiu os aplicativos, pediu autoexclusão nas plataformas e resolveu parar de apostar. Além disso, o cenário mudou: em 25 de setembro de 2026, o governo federal proibiu por medida provisória todas as casas de apostas reguladas do país.

Mesmo assim, um link chega pelo WhatsApp, um influenciador aparece no feed mostrando um "ganho" e, quando você percebe, está de novo diante do Tigrinho. As casas clandestinas, popularmente chamadas de "casas chinesas", não pararam; pelo contrário, estão mais fortes do que nunca. Se isso soa familiar, você não está sozinho, e existe saída.

Uma empresa nacional, a Xô Vício, surgiu com o objetivo de bloquear bets clandestinas. Ela bloqueia mais de 500 mil sites e, a cada dia, esse número aumenta.

O passo a passo recomendado pela Xô Vício

A seguir, estão os passos que a Xô Vício recomenda para quem quer se afastar de vez das apostas. Nenhum deles é garantia de 100%, mas cada passo cria uma barreira a mais entre você e o jogo, e, juntos, tornam muito mais difícil voltar a apostar.

1.      Instale um bloqueador no celular. A forma mais eficaz de bloquear casas de aposta é usar um aplicativo que filtre esses sites no aparelho inteiro, inclusive no navegador. O Xô Vício foi criado no Brasil justamente para isso e mantém a lista de endereços atualizada, alcançando também os sites espelho que oferecem o Tigrinho.

2.      Saia dos grupos e deixe de seguir quem divulga o jogo. Saia de grupos de WhatsApp e Telegram com "lançamentos" e "horários pagantes". Bloqueie perfis de influenciadores que divulgam plataformas.

3.      Altere as configurações das redes sociais para reduzir anúncios. Nas preferências de anúncios do Instagram, Facebook, YouTube e TikTok, marque anúncios de apostas como "não tenho interesse", oculte os anunciantes e limpe o histórico de buscas e vídeos ligados a jogos. Assim, o algoritmo para de empurrar esse conteúdo para você.

4.      Crie barreiras financeiras. Acesse a área de Pix do seu banco, veja quais limites você pode configurar, ajuste o limite por horário, reduza limites diários no app do banco e, se possível, peça a alguém de confiança para acompanhar suas movimentações por um tempo.

5.      Peça a alguém para guardar a senha do bloqueador. Assim, num momento de impulso, desligar a proteção não depende só de você.

6.      Mude o número de celular. As casas ilegais disparam SMS de marketing com bônus e links diretos para o jogo. Um número novo corta esse canal de uma vez; se não for possível trocar, bloqueie os remetentes e denuncie as mensagens como spam.

Bloquear é o começo, não o fim

O bloqueio técnico ganha tempo entre o impulso e a aposta e esse tempo faz diferença. Mas o vício em apostas é reconhecido como um transtorno, e tratá-lo costuma exigir apoio além da tecnologia.

CAPS: os Centros de Atenção Psicossocial do SUS atendem gratuitamente pessoas com dependência, inclusive em jogos.

Jogadores Anônimos: grupos de apoio presenciais e online, sem custo, com quem passa pela mesma situação.

Psicólogos e profissionais de saúde: o acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra ajuda a entender os gatilhos do jogo e a construir estratégias para evitar recaídas.

CVV (188): se a situação estiver pesada demais, o Centro de Valorização da Vida atende 24 horas, por telefone ou chat.

Conversar com a família também ajuda. Muitas recaídas acontecem em segredo; dividir o problema reduz a vergonha e aumenta a rede de proteção.

Recaída não é fracasso

E, se houver uma recaída, isso não significa que todo o esforço foi perdido. É um sinal de que as barreiras precisam ser reforçadas e que talvez seja hora de buscar ainda mais apoio para continuar o processo. Reforce a proteção no celular, corte os gatilhos nas redes e busque apoio.

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