| Polícia Federal |
Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) realizam, nesta quinta-feira (13/08), a Operação Severus, segunda fase da Operação Pacto Infame, destinada ao aprofundamento de investigação sobre possível esquema criminoso envolvendo contratações públicas no município de Gongogi (BA).
Estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), nos municípios baianos de Gongogi, Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis, com a participação de oitenta policiais federais e oito auditores da CGU.
A investigação apura a possível atuação de organização criminosa estruturada no âmbito da administração municipal, com participação de agentes públicos e particulares, voltada, em tese, à prática de fraudes em procedimentos licitatórios, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Os elementos reunidos até o momento indicam, entre outras irregularidades, possível direcionamento de licitações, utilização de documentos falsos, simulação de procedimentos administrativos, pagamentos por serviços não executados ou executados parcialmente e posterior movimentação dos valores desviados por meio de interpostas pessoas e empresas.
Além da apreensão de documentos e mídias, a decisão judicial autorizou a apreensão de valores em espécie, joias e veículos relacionados aos investigados. Também foram determinadas medidas cautelares patrimoniais, com bloqueio e indisponibilidade de valores, veículos, imóveis e outros bens, até o limite de R$ 2 milhões.
O material apreendido será analisado pela Polícia Federal e pela CGU, e as investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos e individualização das responsabilidades.
Denúncias
A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém a Plataforma Fala.BR para o recebimento de denúncias.
Quem tiver informações sobre esta operação ou sobre quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio de formulário eletrônico do sistema. A denúncia pode ser anônima. Para isso, basta escolher a opção “Não identificado”.
O cadastro deve seguir as seguintes orientações: no campo “Sobre qual assunto você quer falar”, marque a opção “Operações CGU”; e no campo “Fale aqui”, inclua o nome da operação e a unidade da federação na qual ela foi deflagrada.
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