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A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada na manhã deste sábado (13), em Limeira, no interior de São Paulo, provocou grande repercussão em todo o país e resultou na prisão de seis pessoas ligadas à organização do evento.
O caso aconteceu na chamada Ponte do Esqueleto, estrutura desativada há mais de 30 anos e conhecida por receber praticantes de esportes radicais. Segundo as investigações preliminares, a jovem foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem que a corda de segurança estivesse devidamente conectada ao equipamento utilizado no salto.
Vídeos gravados por participantes e que circulam nas redes sociais mostram o momento da tragédia. Nas imagens, é possível ouvir pessoas gritando sobre a ausência da corda logo após Maria Eduarda ser lançada da plataforma. A gravação rapidamente viralizou e passou a ser utilizada como uma das evidências analisadas pelas autoridades.
De acordo com a Polícia Militar, seis pessoas foram detidas para prestar esclarecimentos. Dois dos envolvidos deixaram o local logo após o acidente e foram encontrados posteriormente em uma área de mata com o auxílio do helicóptero Águia. Todos foram encaminhados à delegacia.
As imagens também mostram integrantes utilizando camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei, apontadas como responsáveis pela realização da atividade. Até o momento, as empresas não haviam se manifestado oficialmente sobre o caso.
Segundo a Polícia Civil, a investigação apura possíveis falhas nos protocolos de segurança adotados pelos organizadores. Autoridades informaram que a atividade não possuía a devida autorização para ser realizada no local, o que também será alvo de apuração. Três dos envolvidos foram autuados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de produzir o resultado, enquanto os demais foram ouvidos no decorrer da investigação.
Maria Eduarda era formada em Educação Física e Gestão Esportiva e havia compartilhado momentos da viagem e da preparação para o salto em suas redes sociais poucas horas antes do acidente. O noivo da jovem acompanhava a atividade e precisou receber atendimento médico após passar mal ao presenciar a tragédia.
A Prefeitura de Limeira informou que pretende acionar judicialmente a União, alegando omissão na fiscalização e no controle de acesso à Ponte do Esqueleto. Segundo a administração municipal, diversos ofícios já haviam sido encaminhados aos órgãos federais responsáveis alertando para os riscos existentes no local. A ponte já foi cenário de outros acidentes graves nos últimos anos.
O caso segue sendo investigado pelo 2º Distrito Policial de Limeira, que busca esclarecer todas as circunstâncias da morte e eventuais responsabilidades criminais dos organizadores da atividade.
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