Atuação extrajudicial do Plantão de Carnaval garantiu, em menos de 24 horas, a reposição do equipamento furtado de Rosilande de Jesus
Folião sabe: se der bobeira, perde o trio. A resposta rápida está no centro da ação da Defensoria Pública no carnaval, especialmente para atender às demandas de quem aproveita a festa para levar um dinheiro extra para casa. E foi isso que permitiu um final feliz para a ambulante Rosilande de Jesus Silva, de 51 anos.
Faltando apenas dois dias para o Rei Momo receber as chaves da cidade, a trabalhadora teve todo seu kit para vender bebidas no Campo Grande furtado. Ela havia deixado isopores, sombreiro, banco, itens de proteção solar marcando o ponto e quando voltou, não encontrou mais nada. Foi um momento de desespero, porque essa é sua principal fonte de renda do ano.
“Eu pensei: acabou meu Carnaval! Comecei a chorar, fiz o Boletim de Ocorrência, fui na SEMOP…”, conta a ambulante. Até que uma luz verde se acendeu em sua memória. “Foi aí que lembrei: na apresentação, a defensora pública disse que qualquer coisa que acontecesse era para a gente contar com a Defensoria!”, referindo-se à Capacitação dos Ambulantes, promovida pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) e na qual as coordenadoras da Especializada de Fazenda Pública, Martha Cavalcante, e de Gestão Ambiental, Marina Pimenta, falaram sobre o Plantão da Defensoria no Carnaval 2026. O momento, que parecia apenas informativo, acabou se tornando decisivo: o atendimento à Rosilande foi registrado logo nos primeiros minutos da abertura do Plantão.
O defensor público que representa a Defensoria no posto instalado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), Alan Roque, também atuou no caso. “A celeridade no atendimento desta recomendação é medida de justiça social, garantindo a dignidade da pessoa humana e o sustento alimentar da assistida durante o período festivo”, ressaltaram, no ofício, as defensoras públicas.
Ação imediata assegurou trabalho e renda para ambulante
Na tarde desta sexta-feira, 13, a coordenadora Suellen Bury foi com a assistida até à sede da Semop, no bairro do Comércio, e lá o agente de fiscalização Eduardo Carvalho entregou o novo kit. “Através da nossa atuação extrajudicial, conseguimos garantir que Rosilande pudesse exercer sua atividade de forma regular, com o equipamento adequado e dentro das normas estabelecidas para o comércio ambulante durante a festa”, explicou a coordenadora do Plantão Não-Penal.
Rosilande não perdeu um minuto. Enquanto o terceiro trio elétrico cruzava o Circuito Osmar, ela já colocava a bebida para gelar e reconquistava a clientela sob o sol forte. “A Defensoria é de verdade: ela vai, corre atrás e resolve mesmo! Eu sou a prova viva disso, consegui meu kit de volta. Me senti acolhida. Chegar nos lugares com a Defensoria, faz toda a diferença. Quem precisar, pode procurar”, agradeceu a ambulante.
Estimativas dos próprios trabalhadores apontam que é possível faturar até R$ 5 mil nos seis dias de festa. Dinheiro que faz toda a diferença para as famílias dos quatro mil ambulantes que aguardam a maior festa de rua do planeta para fazer uma renda extra.
“O Carnaval é uma manifestação cultural que movimenta a economia e reúne milhões de pessoas, mas também é um espaço onde direitos precisam ser garantidos de forma permanente. A Defensoria está nas ruas para assegurar que trabalhadores, mulheres, crianças e pessoas com deficiência tenham proteção efetiva. Nosso compromisso é atuar com agilidade, proximidade e resolutividade”, afirma a defensora pública-geral do Estado, Dra Camila Canário.
E como diz o mote da campanha: Na folia, conte com a Defensoria!

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