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Problemas intestinais que podem atrapalhar a folia




O Carnaval é o ponto alto do ano de muitos brasileiros. Também pudera: são quatro dias de feriado e muitas festas! Mas abusar da alegria também pode trazer consequências à saúde. Diarréias, pancreatite, hepatite alcoólica, agravamento de refluxo já existente e até hemorragias das varizes esofagianas são algumas das consequências que a conjunção de excesso de bebida alcoólica, alimentação de rua e muito calor podem manifestar para acabar com a diversão dos foliões.

Confira, abaixo, cinco perguntas sobre os problemas de saúde associados ao Carnaval respondidas pela dra. Elizabeth Castro, presidenta da Sociedade Brasileira de Endoscopia do Rio de Janeiro.

Em uma situação de dias de dias seguidos de festa como o Carnaval, quais são os principais perigos aos quais os foliões ficam expostos?
Os principais riscos são a desidratação, hemorragias digestivas e infecções, que embora na maioria das vezes sejam de leve intensidade e passageiras, às vezes podem ser graves, evoluindo com necessidade de internação ou até fatais.

E quais são as doenças e manifestações mais comuns durante o Carnaval?
O problema mais comum nos dias de folia é a diarreia. Seja aquela causada pelo consumo exagerado de bebidas alcoólicas, seja aquela por infecções bacterianas ou virais. O consumo de alimentos vendidos na rua, sob forte calor, aumenta os riscos de contaminação. A aglomeração de pessoas e o compartilhamento de bebidas ou comidas durante a folia também facilitam a transmissão de infecções. Além das doenças intestinais, vale lembrar outros problemas comuns do aparelho digestório associados à combinação de consumo exagerado de álcool e calor: gastrites, agravamento da doença do refluxo, pancreatite, hepatite alcoólica e descompensação da doença hepática em pacientes com cirrose ou hepatite crônica. Nesses dias aumentam, por exemplo, os casos de hemorragia por rotura de varizes esofagianas em pacientes com doenças hepáticas.

Além de estragar o período de festa, quais são os riscos que essas doenças podem trazer para os pacientes?
A pancreatite alcoólica é condição que pode ser especialmente grave, com risco à vida.

Quais são as principais recomendações para aqueles que querem se precaver durante o Carnaval?
Os cuidados para evitar esses riscos são simples e conhecidos pela maior parte das pessoas, embora nem sempre lembrados na hora da festa. Então vale ressaltar:

- Manter boa hidratação. O velho cantil pode ser um ótimo companheiro na folia dos blocos.
- Para uma grande parte das pessoas, a cerveja e a caipirinha fazem parte da festa. Ok! Mas com moderação!
- Não consumir alimentos perecíveis ou não embalados vendidos na rua. Prefira fazer uma refeição leve em casa ou restaurante de confiança antes de sair para acompanhar o bloco!
- Não se sobrecarregue! Permita ao seu corpo intervalos de descanso.
- Use roupas frescas e confortáveis. Um boné ou chapéu são uma benção sob o sol de 45ºC

Mais alguma dica?
Há situações que não envolvem diretamente a bioquímica do corpo, mas que também podem ameaçar sua saúde ou, no mínimo, seu bem-estar. Então fique de olho:

- Celular caro no bolso é chateação garantida –para que correr o risco de perder o aparelho e desencadear um refluxo nervoso? Coloque o seu chip num modelo mais básico e baratinho. Você não fica sem se comunicar e se perdê-lo não vai ficar tão triste!
- Tenha sempre consigo telefones úteis, de pessoas amigas e de serviços de urgência. No Rio de Janeiro, os atendimentos pelo serviço de saúde do Corpo de Bombeiros e do SAMU são obtidos pelos telefones 192 e 193.
- Se os blocos fazem parte do programa, prefira os menores, de bairro. A diversão é a mesma, mas com menos tumulto e mais oportunidades de descanso e refresco.
- Esteja acompanhado de amigos. A festa é melhor em grupo, e, se você sofrer alguma emergência, não é seguro depender da solidariedade de estranhos.
- Ao perceber qualquer tumulto, não seja curioso. Afaste-se.
- Não esqueça do filtro solar, fundamental para encarar a folia com segurança.
Elizabeth Castro, presidenta da Sociedade Brasileira de Endoscopia do Rio de Janeiro alerta quais comportamentos podem interromper a festa mais cedo.
Por Matheus Steinmeier

Saúde

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