Sete em cada dez alunos do país não sabem o mínimo de matemática - Mídia Notícias

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Sete em cada dez alunos do país não sabem o mínimo de matemática


Sete em cada dez estudantes brasileiros de 15 anos não sabem o mínimo de matemática para serem capazes de exercer plenamente a sua cidadania, de acordo com parâmetros adotados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). A pesquisa, que verificou o desempenho de alunos de 70 economias globais em ciências, matemática e português, utiliza uma escala de proficiência que vai até 6 nessas três áreas. O nível 2 é considerado pelo Pisa como o mínimo para que o jovem possa viver com autonomia, utilizando seus conhecimentos para aproveitar oportunidades.


Porém, 70,25% dos nossos adolescentes obtiveram notas abaixo do nível 2 em matemática. Isto significa que a vasta maioria dos nossos estudantes de 15 anos não consegue interpretar enunciados de um problema, identificar o que está sendo solicitado e nem realizar tarefas simples dessa disciplina. A nota geral do Brasil em matemática foi de 377 pontos, muito abaixo da média de 490 pontos dos 70 países avaliados. Mesmo o Espírito Santo, melhor estado brasileiro nesta disciplina, obteve pontuação baixa, de 406 pontos. Alagoas foi a pior unidade da federação nessa área, com 339 pontos. São Paulo ficou com o sexto lugar, enquanto o Rio aparece apenas da 15ª colocação nacional, com 366 pontos.


Quando o assunto é a excelência nos resultados, somente 2,2% alcançaram, no Brasil, os níveis máximos (5 ou 6) em ao menos uma das áreas avaliadas, ante 15,3% verificado entre as nações que integram a OCDE, entidade responsável pelo Pisa. Para Maria Helena Guimarães de Castro, secretária-executiva do Ministério da Educação (MEC), o dado representa uma tragédia para o futuro dos jovens: Verificamos que a maioria não tem o mínimo adequado para exercer a cidadania, tomar decisões, entender o mundo que o cerca, saber distinguir o mais adequado do ponto de vista ético, fazer uma escolha política, pensar no seu futuro. É extremamente preocupante.
Fonte: Jornal O Globo.

Educação

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